terça-feira, 30 de Abril de 2013


Novos desafios na educação
- a Influência da tecnologia na educação

As tecnologias de comunicação não mudam necessariamente a relação pedagógica. As Tecnologias tanto servem para reforçar uma visão conservadora, individualista como uma visão progressista. A pessoa autoritária utilizará o computador para reforçar ainda mais o seu controle sobre os outros. Por outro lado, uma mente aberta, interativa, participativa encontrará nas tecnologias ferramentas maravilhosas de ampliar a interação.
As tecnologias de comunicação não substituem o professor, mas modificam algumas das suas funções. A tarefa de passar informações pode ser deixada aos bancos de dados, livros, vídeos, programas em CD. O professor se transforma agora no estimulador da curiosidade do aluno por querer conhecer, por pesquisar, por buscar a informação mais relevante. Num segundo momento, coordena o processo de apresentação dos resultados pelos alunos. Depois, questiona alguns dos dados apresentados, contextualiza os resultados, os adapta à realidade dos alunos, questiona os dados apresentados. Transforma informação em conhecimento e conhecimento em saber, em vida, em sabedoria -o conhecimento com ética.
As tecnologias permitem um novo encantamento na escola, ao abrir suas paredes e possibilitar que alunos conversem e pesquisem com outros alunos da mesma cidade, país ou do exterior, no seu próprio ritmo. O mesmo acontece com os professores. Os trabalhos de pesquisa podem ser compartilhados por outros alunos e divulgados instantaneamente na rede para quem quiser.Alunos e professores encontram inúmeras bibliotecas eletrônicas, revistas on line, com muitos textos, imagens e sons, que facilitam a tarefa de preparar as aulas, fazer trabalhos de pesquisa e ter materiais atraentes para apresentação. O professor pode estar mais próximo do aluno. Pode receber mensagens com dúvidas, pode passar informações complementares para determinados alunos. Pode adaptar a sua aula para o ritmo de cada aluno.Pode procurar ajuda em outros colegas sobre problemas que surgem, novos programas para a sua área de conhecimento. O processo de ensino-aprendizagem pode ganhar assim um dinamismo, inovação e poder de comunicação inusitados.
O re-encantamento, em fim, não reside principalmente nas tecnologias -cada vez mais sedutoras- mas em nós mesmos, na capacidade em tornar-nos pessoas plenas, num mundo em grandes mudanças e que nos solicita a um consumismo devorador e pernicioso. É maravilhoso crescer, evoluir, comunicar-se plenamente com tantas tecnologias de apoio. É frustrante, por outro lado, constatar que muitos só utilizam essas tecnologias nas suas dimensões mais superficiais, alienantes ou autoritárias. O re-encantamento, em grande parte, vai depender de nós.
Não podemos esperar das redes eletrônicas a solução mágica para modificar profundamente a relação pedagógica, mas vão facilitar como nunca antes a pesquisa individual e grupal, o intercâmbio de professores com professores, de alunos com alunos, de professores com alunos.
A Internet propicia a troca de experiências, de dúvidas, de materiais, as trocas pessoais, tanto de quem está perto como longe geograficamente.
A Internet pode ajudar o professor a preparar melhor a sua aula, a ampliar as formas de lecionar, a modificar o processo de avaliação e de comunicação com o aluno e com os seus colegas.
O professor vai ampliar a forma de preparar a sua aula. Pode ter acesso aos últimos artigos publicados, às notícias mais recentes sobre o tema que vai tratar, pode pedir ajuda a outros colegas - conhecidos e desconhecidos - sobre a melhor maneira de trabalhar aquele assunto com os seus estudantes. Pode ver que materiais -programas, vídeos, exercícios existem. Já é possível copiar imagens, sons, trechos de vídeos. Em pouco tempo o acesso a materiais audiovisuais será muito mais fácil. Tem tanto material disponível, que imediatamente vai aparecer se o professor está atualizado, se preparou realmente a aula (porque os alunos também têm acesso às mesmas informações, bancos de dados, etc).
O grande avanço neste campo da preparação de aula está na possibilidade de consulta a colegas conhecidos e desconhecidos, a especialistas, de perguntar e obter respostas sobre dúvidas, métodos, materiais, estratégias de ensino-aprendizagem. O papel do professor não é o de somente coletar a informação, mas de trabalhá-la, de escolhê-la, confrontando visões, metodologias e resultados.
O professor pode iniciar um assunto em sala de aula sensibilizando, criando impacto, chamando a atenção para novos dados, novos desafios.Depois, convida os alunos a fazerem suas próprias pesquisas, -individualmente e em grupo- e que procurem chegar a suas próprias sínteses. Enquanto os alunos fazem pesquisa, o professor pode ser localizado eletronicamente, para consultas, dúvidas. O professor se transforma num assessor próximo do aluno, mesmo quando não está fisicamente presente. Não interessa se o professor está na escola, em casa, ou viajando. O importante é que ele pode conectar-se com os outros e pode ser localizado, se quiser, em qualquer lugar e em qualquer momento. A aula se converte num espaço real de interação, de troca de resultados, de comparação de fontes, de enriquecimento de perspectivas, de discussão das contradições, de adaptação dos dados à realidade dos alunos. O professor não é o "informador", mas o coordenador do processo de ensino-aprendizagem. Estimula, acompanha a pesquisa, debate os resultados.
Os alunos podem fazer suas pesquisas antes da aula, preparar apresentações -individualmente e em grupo. Podem consultar colegas conhecidos ou desconhecidos, da mesma ou de outras escolas, da mesma cidade, país ou de outro país. Aumentará incrivelmente a interação com outros colegas, pesquisando os mesmos assuntos, trocando resultados, materiais, jornais, vídeos.
Quanto mais informação temos  disponível, mais complicamos o processo de ensino-aprendizagem.
Quando podíamos escolher um único livro de texto e segui-lo capítulo a capítulo, estava claro o caminho do começo até o fim, tanto para o professor, como para o aluno, para a administração e para a família.
Agora podemos enriquecer extraordinariamente o processo, mas, ao mesmo tempo, o complicamos. Ensinar é orientar, estimular, relacionar, mais que informar. Mas só orienta aquele que conhece, que tem uma boa base teórica e que sabe comunicar-se. O professor vai ter que atualizar-se sem parar, vai precisar abrir-se para as informações que o aluno vai trazer, aprender com o aluno, interagir com ele.
A Internet não é mágica, mas as experiências que venho acompanhando na Universidade de São Paulo e o contato com professores e alunos que utilizam as redes eletrônicas no Brasil e em outros países me mostram possibilidades fascinantes de tornar o ensino e a aprendizagem processos abertos, flexíveis, inovadores, contínuos, que exigem uma excelente formação teórica e comunicacional, para navegar entre tantas e tão desencontradas idéias, visões, teorias, caminhos.
Os alunos estão prontos para a Internet. Quando podem acessá-la, vão longe. O professor vai percebendo que, aos poucos, a Internet está passando de uma palavra da moda a realidade em alguns colégios e nas suas famílias. Nestes próximos anos viveremos a interligação da Internet, com o cabo, com a televisão. Imagem, som, texto e dados se integrarão em um vasto conjunto de possibilidades. Ver-se e ouvir-se à distância se tornará corriqueiro. Pedir a um colega que dê aula comigo, mesmo que esteja em outra cidade ou país, ao vivo, será plenamente viável. As possibilidades da Internet no ensino estão apenas começando.
Com a chegada da Internet defrontamos-nos com novas possibilidades, desafios e incertezas no processo de ensino-aprendizagem. Como aprender com tecnologias que vão se tornando cada vez mais sofisticadas, mais desafiadoras? Ensinar é gerenciar a seleção e organização da informação para transformá-la em conhecimento e sabedoria, em um contexto rico de comunicação. Não podemos ver a Internet como solução mágica para modificar profundamente a relação pedagógica, mas ela pode facilitar como nunca antes, a pesquisa individual e grupal, o intercâmbio de professores com professores, de alunos com alunos, de professores com alunos. A Internet propicia a troca de experiências, de dúvidas, de materiais, as trocas pessoais, tanto de quem está perto como longe geograficamente. A Internet pode ajudar o professor a preparar melhor a sua aula, a ampliar as formas de lecionar, a modificar o processo de avaliação e de comunicação com o aluno e com os seus colegas.



A Influencia da tecnologia na Educação

   

        No dia 30 de maio foi realizado a apresentação de um trabalho na aula de Tecnologia Educativa, e foi utilizado o prezi, na apresentação falávamos sobre a evolução dos meios de comunicação, a importância da tecnologia na educação, os objetos utilizados nesse meio e se a tecnologia só traz aspectos bons para o ensino, segue o link da apresentação em prezi.

quinta-feira, 4 de Abril de 2013


“Sociedade da informação do conhecimento e da aprendizagem: desafios para educação no século XXI”

Com o advento da Internet em conjunto com as tecnologias digitais emergiu um novo paradigma social, descrito por alguns autores, como sociedade da informação, sociedade do conhecimento ou sociedade da aprendizagem. Um mundo onde o fluxo de informações é intenso, em permanente mudança, e “onde o conhecimento é um recurso flexível, em constante expansão e mudança”. Um mundo desterritorializado, onde não existem barreiras de tempo e de espaço para haja comunicação entre as pessoas de qualquer parte do mundo.
Fatores como estes que possibilitaram o surgimento de uma nova era que oferece múltiplas possibilidades de aprender, em que o espaço físico da escola, tão proeminente em outras décadas, neste novo paradigma, deixa de ser o local exclusivo para a construção do conhecimento e preparação do cidadão para a vida ativa.
Perante a essa nova era, o desafio imposto á escola é que ela seja capaz de desenvolver estudantes com as habilidades necessárias para participar e interagir nessa nova sociedade digital.
Este artigo que sugerimos neste link abaixo traz uma reflexão a cerca dos grandes desafios dessa nova sociedade impõem á educação deste século XXI, para saber mais clique aqui.





quarta-feira, 13 de Março de 2013

Bactérias "alquimistas" transformam ouro líquido em sólido

Organismos se alimentam de substância tóxica para produzir ouro de 24 quilates.

     De acordo com uma notícia publicada pelo site Science Daily, um grupo de pesquisadores da Universidade de Michigan descobriu que as bactérias da espécie Cupriavidus metallidurans possuem poderes “alquímicos”, sendo capazes de transformar o cloreto de ouro — que apresenta a forma líquida — em um sólido de 24 quilates.

     Segundo a publicação, o cloreto de ouro é uma substância extremamente tóxica encontrada na natureza que não possui nenhum valor econômico. Contudo, através de um processo conhecido como alquimia microbiana, os pesquisadores conseguiram transformar esse composto no cobiçado metal precioso, graças à ação de bactérias.
Alquimia microbiana

     Os cientistas descobriram os poderes “mágicos” da Cupriavidus metallidurans ao expor esses organismos a grandes quantidades de cloreto de ouro, observando que, além de serem capazes de sobreviver à toxicidade da substância, as bactérias produziram uma pepita em apenas uma semana.
     Os pesquisadores inclusive criaram uma escultura que contém um laboratório portátil, um biorreator de vidro e a bactéria alquimista, que transforma o cloreto de ouro em ouro de 24 quilates diante de uma ansiosa plateia.
Fontes: Science Daily e Universidade de Michigan

Você sabe quantas moléculas de água são necessárias para fazer gelo?


     Pode ser que você nunca tenha se preocupado em imaginar quantas moléculas de água são necessárias para formar os primeiros cristais que formarão os cubos de gelo ou flocos de neve. Contudo, um grupo de pesquisadores alemães conseguiu determinar qual é a quantidade exata de moléculas para que essas estruturas comecem a surgir.

    De acordo com o site SCIENTIFIC AMERICAN, os cientistas descobriram que a água absorve a luz em uma determinada frequência, enquanto os cristais de gelo absorvem em outra. Os pesquisadores, então, utilizaram alguns equipamentos para controlar a quantidade de moléculas presentes em uma amostra, observando o comportamento de um agrupamento molecular a temperaturas abaixo de zero.
    Os cientistas foram adicionando molécula por molécula ao sistema, até que perceberam uma mudança na frequência de luz absorvida pelo agrupamento molecular. Eles, então, pararam de adicionar moléculas, descobrindo exatamente quantas delas são necessárias para começar a formar os cristais de gelo. Curioso para saber qual é o número? Precisamente 275 moléculas de água, embora sejam necessárias 475 para que o cristal seja completamente formado.

Fontes: SCIENTIFIC AMERICAN e Science



Um pouco de história


Esse post vai estar englobando um fragmento da história da química, nada melhor, já que nosso blog começou a pouco, assim vamos deixando você nossa leitor entendendo cada vez mais da nossa amada química.

Lá vai um pouco de história...


A Química surgiu no mesmo instante que o Universo, ou seja, no Big Bang. A Química sempre esteve presente na história da humanidade, mas durante muito tempo, o homem não teve consciência ou controle sobre sua existência. A primeira reação química produzida conscientemente pelo homem deve ter sido a produção de chamas. A descoberta do fogo e de suas utilidades foi um  grande avanço para garantir nossa sobrevivência e, apesar de não sabermos que indivíduo realizou essa façanha, ele abriu as portas para toda a tecnologia existente em nossos dias.





O fogo permitiu ao homem assar e defumar os alimentos. Assim, eles permaneciam conservados por mais tempo. A conservação de alimentos foi uma técnica essencial para a sobrevivência da espécie, já que o homem dependia de caça e coletas no início, e essas nem sempre eram freqüentes ou fartas. Quando o ser humano conseguia uma caça, ele tinha que comer a maior quantidade possível de alimento, pois não sabia quando conseguiria se alimentar novamente.

 A natureza se encarregou de criar mecanismos para compensar a escassez de alimento: uma camada de gordura. Nos momentos em que faltava alimento ou era escasso, o corpo queimava essa gordura para obter energia.


 O domínio do fogo permitiu ainda que o homem se aquecesse durante as frias noites; iluminasse o ambiente e afastasse as feras, que rondavam o escuro em busca da carne humana; e até ampliasse sua cultura, pois sentados em volta da fogueira, os homens primitivos puderam desenvolver sua coletividade e, quem sabe não foi ao redor de uma fogueira que o homem começou a falar, descrevendo uma caçada formidável?


O ser humano percebeu outras transformações provocadas pelo fogo, como o endurecimento de certos solos, formando cerâmicas e vidros. Ao moldá-los, o homem primitivo pôde criar utensílios para conservar seus alimentos e protegê-los melhor.

O homem também descobriu, por acaso, que as pedras azuis colocadas ao redor da fogueira derretiam e liberavam uma substância avermelhada, que se solidificava em uma forma brilhosa e moldável. Era o primeiro metal descoberto pelo homem: o cobre. As pedras azuis eram de um minério chamado malaquita. O homem então começou a produzir materiais desse metal, inclusive novas ferramentas de caça e armas. Os historiadores denominam esse período de Idade do Cobre.




Posteriormente, o ser humano descobriu que podia endurecer o cobre e melhorar sua resistência adicionando outro metal, o estanho. Da mistura de cobre e estanho, surgiu a primeira liga metálica (mistura de metais): o bronze.

Historicamente, a Idade do Bronze é a que se sobrepõe à Idade do Cobre. Uma região, em especial, começou a ganhar destaque. Isolados por desertos dos dois lados, uma civilização se desenvolveu ao largo do rio Nilo, que anualmente transbordava e inundava suas margens. Quando baixava novamente ao seu nível normal, o Nilo deixava uma terra escura, que o homem logo descobriu ser extremamente fértil, desenvolvendo uma agricultura baseada no ciclo do rio. Estamos falando, é claro, da civilização egípcia. O deserto também continha grande quantidade de metais e pedras preciosas na superfície, fato que desenvolveu a arte metalúrgica. Por seu destaque nessas artes, surgiu a expressão khemeya, que significava ‘país das terras negras’ e que pode ser a origem da palavra ‘química’. Os egípcios também desenvolveram cosméticos e dietas saudáveis, que mantinham os trabalhadores livres de doenças como escorbuto. Um dos cosméticos utilizados provinha da trituração da malaquita, para passar nas pálpebras. Além de estética, esse cosmético possuía a função de repelir os mosquitos, abundantes nessa região. Uma curiosidade: o gás “amônia” tem esse nome devido ao deus egípcio Amon. No templo de Amon, uma das principais divindades cultuadas, existia muitos gatos (tratados como deuses no Antigo Egito). A urina dos gatos deixava o templo com um cheiro característico, que ficou conhecido como ‘gás de Amon’, hoje amônia.





terça-feira, 12 de Março de 2013

Boas Vindas




Criamos esse blog com intenção de englobar um pouco de tudo que envolve química, nosso grupo é formado pelos alunos Danilo Augusto Teixeira(UTFPR), Joseane Rabelo(UTFPR), Lucas Bahia Nogueira(USP), somos Erasmus vindo do Brasil e residindo em Braga-Portugal, esse blog faz parte do programa de uma matéria de mestrado que estamos a cursar na Universidade do Minho - Portugal, e tem como nome Tecnologia Educativa,